Pediatria

•Junho 10, 2009 • 1 Comentário

Mas se me viesse de noite uma mulher. Se ela segurasse no colo o filho. E dissesse: cure meu filho. Eu diria: como é que se faz? Ela responderia: cure meu filho. Eu diria: também não sei. Ela responderia: cure meu filho. Então — então porque não sei fazer nada e porque não me lembro de nada e porque é de noite
— então estendo a mão e salvo uma criança. Porque é de noite, porque estou sozinha na noite de outra pessoa, porque este silêncio é muito grande para mim, porque tenho duas mãos para sacrificara melhor delas e porque não tenho escolha.

Clarice Lispector (musa suprema em A Legião Estrangeira)

Calote

•Abril 30, 2009 • Deixe um comentário

Sem pagar conta de luz, aldeia indígena vai parar no Serasa.

Cerca de 1.700 índios guarani-terenas da Aldeia Moreira, em Miranda (MS), a 194 quilômetros da capital Campo Grande, foram parar em um cadastro de inadimplentes porque não pagam suas contas de luz desde 2003. Os débitos de cada índio chegam a R$ 4 mil. Eles receberam o aviso no final da semana passada e estão sem crédito no comércio da cidade. O ex-cacique da aldeia, Narciso Vieira, avisa que se não houver acordo com a Enersul, distribuidora de energia no Estado, “a situação vai provocar briga”.

Fonte: Yahoo Notícias

Prevenção II

•Abril 28, 2009 • Deixe um comentário

O número de fiscais da anvisa que esteve ontem para recepcionar os cerca de 200 passageiros que desembarcaram ontem no aeroporto de guarulhos proveniente do México demonstra bem a importância que a medicina preventiva tem para o governo: Zero. (fonte Radio Bandnews FM)

De fato nada muda.

Prevenção

•Abril 25, 2009 • Deixe um comentário

Ministra Dilma vai à televisão falar que descobriu um linfoma no estágio 1A porque fez corretamente os exames preventivos. Diz que a população deve seguir o seu exemplo.

Só esqueceu de dizer que o exame que detectou o seu tumor, a tomografia computadorizada das coronárias não faz parte nem dos sonhos mais delirantes da população que utiliza o SUS.

Saiu de que bolso o dim dim que paga os exames da ministra e as consultas com o médico estrelado?

Mas os reporteres preferiram perguntar se o cabelo da ministra vai ou não cair. Obviamente muito mais relevante.

Exemplo

•Abril 24, 2009 • Deixe um comentário

Paciente de 82 anos na consulta geriátrica.

Dra Pacata: A senhora estudou até que idade?

Paciente: Estou completando o ensino médio.

Dra Pacata: Completando?

Paciente: É sim dra, me formo esse ano.

Dra Pacata: Puxa, meus parabéns!

Paciente: Tirei 70 de química na prova ontem!

Dra Pacata: A senhora gosta de química?

Paciente: Gosto de todas as matérias, menos de biologia.

Dra Pacata: Por que tem muitos nomes para guardar?

Paciente: Não, porque tem muito sexo. Sexo de bicho, sexo de planta, sexo de gente e eu fico com vergonha na aula!

(…)

Dra Pacata: Porque a senhora decidiu estudar agora?

Paciente: Porque só agora consegui ter essa oportunidade.

Dra Pacata: E depois da formatura?

Paciente: Aí eu quero fazer um curso de panificação para fazer panetones em casa e ajudar na aposentadoria porque a grana está curta.

Dra. Pacata: Oba, trás uns pra gente experimentar!

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E eu me achando velha com a chegada de mais um aniversário…

Primeiro de abril!

•Abril 1, 2009 • Deixe um comentário

Dia do paciente ;-)

Dói?

•Março 31, 2009 • Deixe um comentário

Dra Pacata: Oi paciente, tudo bem?

Paciente: Dra, tá ruim mas tá bom.

Dra Pacata: O que houve?

Paciente: Uma dor de cabeça e febre desde ontem.

Dra Pacata: Sei, mais alguma coisa?

Paciente: Não.

Dra Pacata: Dói o ouvido?

Paciente: Dói

Dra Pacata: Dói a garganta?

Paciente: Dói

Dra Pacata: Dói o peito?

Paciente: Dói

Dra Pacata: Dói o pra fazer xixi?

Paciente: Dói

Examino…tudo normal. Passo a história para a professora.

E então qual a sua hipótese diagnóstica?

Humm, a minha hipótese principal é que o paciente veio aqui pegar um atestado.

Mas ele está com 37,5 graus.

Professora: Você acha que devemos dar o dia de folga?

Dra. Pacata: Ah 37,5, o ouvido tá um pouquiiiiinho opaco, acho que sim. Sou boazinha.

Professora: Eu também sou.

Me engana que eu gosto.

No telefone, sobre a fechadura.

•Março 31, 2009 • Deixe um comentário

Minha mãe: Trocar a sua fechadura está dando o maior rolo.

Eu: Por que?

Mãe: Porque o chaveiro falou que aquela fechadura é a mesma coisa que nada e que precisa colocar um novo modelo.

Eu: Tá

Mãe: E pra colocar um novo modelo precisa chamar um marceneiro.

Eu: Sei

Mãe: Então o seu pai vai procurar amanhã em São Paulo uma fechadura que sirva seguindo as coordenadas dadas pelo chaveiro, porque aqui em São Sebastião não tem. Depois chamamos um marcineiro para trocar.

Eu: Nossa. Será que vou ter que trocar a porta?

Quantos homens são necessários para trocar a fechadura de uma casa na praia que alguém abriu para subtrair um DVD merreca de 200 contos?

Nessas horas eu agradeço por ter pai, mãe, espírito santo, amém. Porque se dependesse de mim…

No posto de gasolina.

•Março 31, 2009 • Deixe um comentário

7:49 da manhã, precisando chegar às 8:00 no postinho

Após espera de 10 minutos frentista volta com o meu cartão de crédito na mão.

Pensamento “pronto, dinners me bloqueou de novo”

Frentista: A senhora teria um cartão Visa, porque o Master não está passando.

Eu: Tenho, mas é debito, o senhor tem máquina sem fio?

Frentista: Não, tem que ir digitar a senha láaaaa.

Cartão, senha, discando 1, discando 2, discando 3…

Frentista: É acho que nenhuma máquina está funcionando.

Eu: Então vou pagar com cheque.

Frentista: Não aceitamos cheques.

Eu: Mas o cartão não está funcionando e eu não tenho dinheiro.

Frentista: O Joseniiiiiiildo, nenhuma máquina de cartão está funcionando.

Frenstista: O Josenilllllldo.

Eu: Vou láaaaaa no caixa eletrônico na esquina tirar dinheiro.

Frentista: Espera porque a senhora não pode sair sem pagar.

Eu: Então o senhor pega esse telefone que não está funcionando e chama a polícia. Avisa que a sua cliente foi na esquina tirar dinheiro para te pagar.

Vou no caixa, tiro o dinheiro e pago sem dizer mais nehuma palavra. Tem horas que se eu abro a boca é pra matar mesmo.

Por que?

•Março 31, 2009 • Deixe um comentário

Porque eu passo 3 horas por dia na estrada e se tem gente que pensa no chuveiro, eu penso nas curvas, e também nas retas.

Porque eu rodo mais de 1.000 kilômetros por semana.

Porque eu gosto de contar histórias.

Porque meus dedos tem vontade própria e às vezes precisam desabafar.

Porque vivem me dizendo que as minhas histórias dariam um livro.

Porque tudo acontece comigo, e com você também né?